sexta-feira, 1 de julho de 2016

Povoamento da América: estudos e atualizações no MASJ

Desde quando a América foi povoada ? Há 15 mil, 20 mil, 40 mil anos atrás ? Quais foram as rotas de dispersão usadas ? Quais as datações mais antigas e que hoje reconfiguram os esquemas de povoamento e dispersão ? Muitos questionamentos e novas possibilidades de análises vem sendo discutidas nas últimas décadas. A passagem pelo Estreito de Bering, tão referenciada como a possível “ponte “ para a América, atualmente, é compreendida como apenas uma das possibilidades de migração.  No dia 14 de julho,  a arqueóloga do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ), Beatriz Ramos da Costa apresenta estudos e algumas teorias que estão sendo discutidas recentemente. A arqueóloga apresentará um compilado de informações discutidas no Simpósio Discutindo o Povoamento: cenários e processos das primeiras ocupações humanas na América do Sul, que ocorreu em junho, em Belo Horizonte.  Também serão compartilhadas informações sobre o curso Povoamento das Américas: uma visão abrangente dos principais modelos,  da qual a técnica do MASJ participou com o professor Bruce Bradley, da Universidade de Exceter (Inglaterra). A palestra integra a programação Uma Noite no Museu, que neste semestre está sendo promovida pela Associação Amigos do MASJ (AMASJ). O encontro será em 14 de julho,  às 19h, no auditório do MASJ, e é aberto ao público. 

Uma Noite no Museu com palestras no segundo semestre

A programação Uma Noite no Museu será realizada pela Associação dos Amigos do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (AMASJ), a partir deste mês.  A proposta desta série de palestras é uma mediação cultural sobre os temas arqueologia e patrimônio para oferecer aos estudantes da área e também ao público em geral. As palestras serão realizadas no auditório do MASJ, a partir das 19h, com entrada gratuita. A primeira será realizada no dia 14 de julho, com o tema Povoamento da América: estudos e atualizações, que será apresentado pela arqueóloga do MASJ, Beatriz Ramos da Costa. Em agosto, no dia 11, o tema será Guarda e Conservação de Acervo Arqueológico, com a conservadora do MASJ, Adriana Maria Pereira dos Santos.  No dia 15 de setembro  o pesquisador  e especialista em Arqueologia, Julio Cesar de Sá, apresentará seu estudo sobre as fibras trançadas e os tipos de nós  encontrados no sambaqui Cubatão I. Em outubro, também dia 15, a palestra programada será sobre a Paisagem Jê,  com o arqueólogo Prof. Dr.  Rafael Corteletti. As datas das palestras de setembro e outubro serão definidas em agosto. Entre em contato pelo telefone 3433-0114 para conferir os dias.

Jornadas de Arqueologia abertas ao público


Depois da formação interna sobre Biomas e Ecossistemas associados aos sítios arqueológicos,  realizada no primeiro semestre, a equipe técnica do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) prepara para o segundo semestre a programação das Jornadas de Arqueologia.   Os temas sobre moradia, alimentação, tecnologia, metodologia científica, bioantropologia e paisagem  em sambaquis serão discutidos a partir de seminários científicos organizados e apresentados pelos técnicos do museu.  A programação será realizada em agosto, sempre entre 9h e 12h, e será aberta a estudantes e público em geral. As datas serão divulgadas em agosto. Informações: 3433-0114. Na imagem, a equipe do MASJ durante a expedição de estudos sobre os ecossistemas manguezal e restinga, no Parque do Acaraí, em São Francisco do Sul. 

Kit didático disponível em agosto

A partir de agosto, as escolas e instituições podem fazer o agendamento para a reserva do Percursos: Kit Didático do MASJ.  Reformulado e ampliado, o kit didático  agora está disponível em duas unidades, com banners, fichas didáticas, gaveteiros com materiais  arqueológicos para exploração sensorial, um esqueleto do corpo humano de resina e mapa do sistema esquelético. Desenvolvido para ser um recurso interdisciplinar, o kit didático pode ser explorado por mais de uma disciplina na escola, pois o patrimônio arqueológico é um tema multidisciplinar.  História, artes, matemática, ciências, ecologia e português são algumas das disciplinas que podem fazer uso do kit em sala de aula. Informações sobre reserva, a partir de agosto com o Setor Educativo, fone 3433-1162.

Past Food Sabores Jê


A segunda edição do Past Food está sendo organizada pela equipe técnica do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ), em parceria com os cursos de História e de Tecnologia em Gastronomia da UNIVILLE e com a Associação Amigos do Museu de Sambaqui (AMASJ).  Neste ano, o tema será Past Food Sabores Jê e toda a programação, que inclui seminários científicos, atividades de arqueologia experimental, degustação e palestra serão voltados à ancestralidade dos povos Jê e suas heranças culturais que ainda são mantidas em comunidades  indígenas atuais, como os Xokleng e Kaingang. O arqueólogo Rafael Corteletti  integrará a programação como pesquisador convidado. Corteletti participa da pesquisa Paisagens Jê do Sul do Brasil, que apresenta dados como os estudos de microbotânica, que indicam o uso de vasilhames de cerâmica para a cocção de feijão e milho associados à casas subterrâneas na região de Urubici (SC). A programação do Past Food Sabores Jê está prevista para ocorrer entre 20 de setembro a 15 de outubro.  Na imagem,  alguns exemplos de ferramentas de coleta e preparo de alimento estudados na primeira edição Past Food – Sabores Sambaquianos.





quarta-feira, 29 de junho de 2016

Coisas a olhar e a inventariar digitalmente


Embora estejamos no século 21, em  plena era digital e da transmissão de dados online, infelizmente nem todos os acervos museais estão disponíveis para consultas pela internet. O acervo do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville ainda não está disponível para consultas online, mas a equipe técnica tem este desafio como uma das metas  de trabalho.  Além das peças acondicionadas na Reserva Técnica, todo o acervo das vitrines da exposição de longa duração serão conferidos e registrados para este inventário digital. Nesta semana, as assistentes culturais do MASJ estão trabalhando em quase 200 peças expostas nas vitrines, fotografando, medindo, pesando e conferindo os registros de procedência para o banco de dados que será a base desta programação para o acesso online. As assistentes Ana Claudia Bruhmuller, Giana Maciel Wiest, Priscila Gonçalves, Tere Barbosa e Maria Dolores de Souza estão trabalhando nesta atividade com a supervisão da conservadora do MASJ, Adriana Maria Pereira dos Santos.  Com mais de 45 mil peças arqueológicas no acervo, a equipe do MASJ  espera poder disponibilizar informações sobre os acervos futuramente.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Novos percursos para o kit didático


Nesta sexta-feira (17) a equipe técnica do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville ( MASJ) apresenta a nova versão do Kit Didático. A apresentação do material será feita durante o Fórum Regional de Museus, Espaços de Memórias e Patrimônio Cultural, que ocorre das 9h às 12h, na Câmara de Vereadores de Joinville. Com identidade visual, novos materiais gráficos de apoio, vitrines acrílicas, inclusão de acervo lítico e até de um esqueleto humano de resina, o kit do MASJ foi revitalizado e ampliado. Agora, o MASJ possui duas unidades do kit para atender a demanda das escolas da cidade e região. Com o nome de Percursos o kit didático do MASJ pode ser trabalhado por professores de diversas disciplinas de forma integrada. Desde que foi implantado, nos anos 1990, o kit atendeu mais de 30 mil alunos de instituições da rede pública e privada. A revitalização e ampliação do kit foi patrocinada pela Companhia Águas de Joinville através da celebração de um termo de compromisso entre as instituições. Nos próximos dias, informaremos sobre o sistema de agendamento e reserva para as escolas.  

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Registros preciosos e inéditos

A herança cultural deixada por Guilherme Tiburtius é inestimável.  Mesmo sem formação acadêmica em Arqueologia, Tiburtius foi um grande estudioso, além de reunir e organizar materiais provenientes dos sambaquis, entre os anos de 1940 a 1960, período em que estes sítios arqueológicos ainda não contavam com proteção de lei.  Seus registros em fichas e desenhos são preciosos ainda hoje para as pesquisas sobre sambaquis. A importância de Tiburtius para o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville é relevante, pois foi a coleção organizada por ele que deu início ao acervo do MASJ.  Mesmo distante de Joinville e após a sua morte, os contatos e relacionamentos da equipe do MASJ com a família Tiburtius sempre foram próximos e de muita parceria. Em 2012, a família doou à instituição muitos documentos inéditos, que estão sendo organizados e traduzidos pela equipe técnica do MASJ. A conservadora Adriana Maria Pereira dos Santos, a arqueóloga Beatriz Ramos da Costa e a monitora Priscila Gonçalves estiveram reunidas com o filho de Tiburtius, Ewaldo Tiburtius, e a neta, Heloísa Tiburtius. O encontro ocorreu em Curitiba no café do Museu Oscar Niemeyer e serviu para trocas de informações sobre os documentos doados, além de uma entrevista com Ewaldo. A monitora do MASJ, que é mestranda em Patrimônio, tem está desenvolvendo dissertação sobre o trabalho de Guilherme Tiburtius. No encontro, a família aproveitou para fazer nova doação ao MASJ. Desta vez, o museu de Joinville recebeu aquarelas feitas por Tiburtius entre 1978 e 1980. O interessante é que ele registra cenas do cotidiano indígena presenciadas por ele durante a estada da família em Anitápolis entre 1910 e 1918. Preciosidades que o MASJ pretende expor futuramente.


sábado, 14 de maio de 2016

O que é uma paisagem cultural ?

A equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) discute o tema sobre a Paisagem Cultural nesta próxima segunda-feira, dia 16 de maio, a partir das 19h. O colóquio integra a programação da 14a Semana Nacional dos Museus e tem como palestrantes convidadas a prof. Dra. Mariluci Neis Carelli e a especialista em Arqueologia, Graciele Tules. A entrada é gratuita. Assista ao vídeo, participe do colóquio do MASJ. e confira as programações das outras unidades da Fundação Cultural de Joinville.

https://www.youtube.com/watch?v=1vRut96X8Mg

https://fundacaocultural.joinville.sc.gov.br/noticia/1010-Museus+de+Joinville+participam+da+14%C2%AA+Semana+Nacional+de+Museus.html

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Experiência do Past Food é apresentada em seminário na UNIVILLE



A equipe do Museu Arqueologico de Sambaqui de Joinville participa nesta quarta-feira do I Seminário Municipal de Políticas Culturais em Museus e Espaços de Memória - Paisagens Culturais, Educação Patrimonial, Museus e Espaços de Memória. O seminário ocorre na UNIVILLE e é promovido pelo Sistema Municipal de Museus de Joinville (SMMJ) e pela gerência de Patrimônio Ensino e Artes da Fundação Cultural de Joinville. Os técnicos do MASJ participam da oficina Museus Paisagens Culturais, Museus e Espaços de Memória, com Marina Cañas do IPHAN. À noite está programada uma sessão de comunicações para relatos de experiências de ações e projetos das instituições de Joinville. O MASJ vai apresentar a experiência do I Past Food – Sabores Sambaquianos realizado em parceria com o curso Superior de Tecnologia em Gastronomia da UNIVILLE. Na imagem, um momento da equipe do MASJ durante a produção de conteúdo dos banners para o Past Food.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Bigarella, um exemplo a ser seguido!


A equipe técnica do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) lamenta a morte do professor João José Bigarella, 92 anos.  Ele faleceu em Curitiba nesta quinta-feira (5 de maio) Produtivo até o fim de sua carreira, Bigarella é considerado um ícone da Geologia e das Geociências no Brasil. Seus estudos nos anos de 1960 sobre as origens e evolução das paisagens brasileiras foram pioneiros e inspiraram gerações de pesquisadores. Sua colaboração com o trabalho de Guilherme Tiburtius foi fundamental para os registros do desmonte dos sambaquis no Paraná e em Santa Catarina. Ele foi um dos fundadores da Associação de Defesa  e Educação Ambiental (ADEA), em 1974. Sua produção acadêmica é extensa. Foram mais de 200 artigos científicos em mais de 60 anos de estudos e pesquisas. Amigo do Museu de Sambaqui de Joinville, o professor Bigarella esteve conosco na SAB Sul, em Joinville, 2014, durante a mesa-redonda sobre o MASJ.  Nossa homenagem, respeito e conforto para a família.  Nas imagens,  a participação de Bigarella na SAB, em Joinville, e com a equipe do MASJ, em Curitiba.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Novidades no MASJ

O blog do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville está ativo novamente ! Depois de alguns meses, sem  atualização de conteúdo  informamos que a partir desta semana você pode acompanhar novas postagens semanais.  Temos muitas novidades para compartilhar. Novo kit didático em produção, formação interna sobre Biomas e Ecossistemas,  um programa piloto de gestão de sambaquis em desenvolvimento,  o colóquio patrimonial na Semana dos Museus,  o lançamento de novos vídeos, além das atualizações sobre os nossos atendimentos educativos.  Destacamos também a mudança do horário de visitação. Desde janeiro, a visitação do MASJ está aberta de terça a domingo, das 10h às 16h. Nos feriados o horário é o mesmo. Na imagem da manhã desta quinta (5), os alunos do 4º ano da Escola Básica Municipal Amador Aguiar explorando a caixa didática com a monitora Ana Claudia Bruhmuller.  Para agendamento de grupo ou turmas de escolares, ligue no 3433-1161, no horário das 8h às 14h

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Museus e Paisagens Culturais

A professora Mariluci Neis Carelli e a pesquisadora Graciele Tules vão discutir o tema Museus e Paisagens Culturais no dia 16 de maio, a partir das 19h, no Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ), A programação integra a 14a. Semana Nacional dos Museus proposta pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e que envolve diversas instituições em todo o país. O colóquio patrimonial do MASJ vai discutir o tema a partir de duas perspectivas. A professora da UNIVILLE vai abordar visões e conceitos sobre Paisagem Cultural, além das implicações práticas deste significado no nosso dia-a-dia. Já a pesquisadora Graciele Tules vai discorrer sobre a paisagem cultural na perspectiva da pesquisa arqueológica, explicando a aplicação deste conceito na abordagem de um sítio pré-colonial. Agende-se para a programação das unidades da Fundação Cultural de Joinville para a Semana dos Museus.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Impressões do Past Food

A programação do 1. Past Food - Sabores Sambaquianos  se encerrou no dia 29 de maio com um retorno muito positivo. Depois de duas semanas de trabalhos internos, as equipes do MASJ e do curso de Gastronomia da Univille receberam cerca de 300 pessoas na degustação aberta ao público. Promovida em dois horários, manhã e noite, antes da palestra com a professora Mariana Corção (PUC), a degustação atingiu os objetivos das equipes do MASJ e Univille. A experiência do paladar, as trocas, vivências e reflexões abriram boas perspectivas de continuidade do projeto. Seguem dois links de vídeos produzidos durante o Past Food, com a parceria da Associação de Amigos do Museu de Sambaqui.

https://www.youtube.com/watch?v=-2-a1-hcjxM

https://www.youtube.com/watch?v=3UpwPAgtIo0

Escola provoca reflexão sobre ambiente e patrimônio


Em defesa da revitalização da praça e da preservação do sambaqui do Rio Comprido, alunos e professores da  Escola Municipal Dom Jaime Barros Câmara fizeram uma manifestação nesta quarta-feira, 3 de junho. A equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville acompanhou a ação da escola e da comunidade.



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sabor do passado e do presente

A primeira degustação do Past Food atraiu cem pessoas no período da manhã. Estudantes e professores da UNIVILLE, grupos do CRAS do Adhemar Garcia foram
s interessados em saborear alguns alimentos da dieta dos sambaquianos. À noite, a degustação continua, das 19h às 20h. Logo após, o evento se encerra com a palestra da professora convidada, Mariana Corção. Publicaremos mais informações em breve.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Degustação experimental




As equipes do MASJ, do curso de Gastronomia e da Especialização em Arqueologia da UNIVILLE estão muito felizes com o envolvimento e a repercussão do 1º Past Food. Nesta sexta (29), depois de algumas semanas  de discussões e trabalhos internos,  vamos demonstrar alguns resultados desta parceria nas degustações programadas para os horários das 9h às 11h e das 19h às 20h. Além da degustação,  haverá uma exposição de banners, de algumas peças de acervo e, às 20h, a palestra com a professora convidada, Mariana Corção (UFPR).
É importante orientar aos interessados que esta degustação é experimental e será uma pequena amostragem das possibilidades de alimentação dos grupos sambaquianos. Pequenas porções de alguns alimentos serão oferecidas aos visitantes que forem conferir a exposição e a prática experimental.  Não haverá comercialização e nem grandes quantidades de alimentos.Segue um teaser do Past Food.

video

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Comida Passado - Experimentações E DISCUSSÕES Teóricas


A programação do 1º Past Food – Sabores Sambaquianos está motivando as equipes do MASJ e do curso de Gastronomia da Univille. Na sexta passada, os alunos começaram as primeiras práticas de preparo com os alimentos identificados em sambaquis da nossa região.  O fogo de chão foi um dos recursos mais utilizados pelas equipes que experimentaram receitas com cará, mariscos, robalo, batata doce e milho.  Para a equipe do MASJ a experiência do preparo e do sabor dos alimentos abre novas perspectivas para a difusão do conhecimento sobre a cultura dos sambaquianos.
As experimentações continuam nesta semana, assim como a discussão sobre as pesquisas arqueológicas e os dados sobre dieta alimentar. Nesta segunda, as equipes do MASJ e da Univille estão envolvidas no seminário sobre artigos científicos. A programação se encerra na próxima sexta (29), com uma degustação das 9h às 11h e das 19h às 20h, no Centro de Artes e Design da Univille. A palestra da professora convidada Mariana Corção finaliza a programação deste 1º. Past Food.





1º Past Food une hábitos alimentares do passado e do presente

Museu de Sambaqui e Univille abriram evento na sexta-feira (22)


Cozinha pedagógica ao ar livre é a experiência que alunos de gastronomia vivenciam no 1º Past Food – Sabores Sambaquianos, projeto que o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) e a Universidade da Região de Joinville (Univille) promovem até o dia 29 de maio.

O evento responde ao tema da 13ª Semana de Museus: Museus para uma Sociedade Sustentável. A ideia é levar o público a pensar o museu como laboratório de práticas sustentáveis, além de divulgar dados científicos obtidos de escavações arqueológicas e outros estudos.

A atividade é realizada dentro das disciplinas de Metodologia Científica e História da Alimentação e Habilidades de Cozinha. A base para todo o processo foram oito artigos de arqueologia cedidos pelo MASJ. “Eles extraíram de leituras aquilo que seria possível utilizar nesta prática experimental”, conta Roberta Meyer, coordenadora do museu.

O Past Food nasceu em 2013, a partir de pesquisas da equipe técnica do museu. “Pensamos numa forma mais fácil de mostrar à comunidade como muitos costumes dos povos coletores-caçadores-pescadores estão atrelados à nossa realidade alimentar”, completa Roberta.

O combustível dos estudantes são os insumos alimentares, a exploração de recursos naturais, o possível modo de coleta e de preparo e a criação de receitas adaptadas de modo a ficarem mais próximos à tecnologia do passado. Saem fogões, fornos e microondas e entram fogueiras de chão.

A prioridade é dada a alimentos encontrados no ecossistema da região norte, observados na dieta dos grupos estudados nos sambaquis Cubatão I, Espinheiros II, Morro do Ouro, Enseada e Itacoara. Assim, tais registros primitivos dialogam com as práticas modernas.

Como a primeira edição se concentra na dieta alimentar dos sambaquianos, os alunos foram separados em sete grupos: peixes, berbigão, batata-doce, milho, marisco, pinhão e cará. Para isso, todo o processo contou com suporte teórico da equipe técnica do Museu de Sambaqui. “Além de observamos a evolução de hábitos alimentares, trazemos para o dia a dia a herança cultural desses povos antigos”, comentou Carmen Amaral, estudante e cozinheira profissional.

Perto da cozinha, artefatos antigos são expostos no bistrô, como pontas de lança e machadinhas. Os materiais ancestrais se confundem com os utensílios domésticos usados pelos alunos para limpar cada alimento. Todos estavam trajados conforme as exigências sanitárias.

Robalos, berbigões e batatas-doce aos poucos eram dispostos em argila, folhas de bananeiras ou panelas de barro. De tempero, no máximo sal. Nada de óleo ou panela de inox. Os preparados seguiam para pedras em buracos improvisados no pátio, com fogo obtido de gravetos. “Hoje é tudo ágil, simples e prático. É legal tentar compreender como nossos antepassados cozinhavam”, falou a estudante Elaine Sales, que pela primeira vez teve contato com cará.

A organização é do curso de Gastronomia e da pós-graduação de Arqueologia, ambos da Univille, em conjunto com o Museu de Sambaqui. Na semana que vem, as atividades continuam. Haverá degustação pública das receitas testadas e uma palestra no dia 29. Ainda será produzido um artigo científico a ser apresentado no Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira, em setembro.

Programação

Dias 22, 25 a 29 de maio – atividades experimentais em dois horários (8h30 às 12h e19h às 22h30). Alunos de Gastronomia da Univille fazem releituras de receitas a partir dos insumos consumidos pelos grupos pré-coloniais.
Local: curso de Gastronomia. Equipe do MASJ participa da atividade.

Dia 25 de maio – seminário científico em dois horários (8h30 às 12h e 19h às 22h30).
Local: Centro de Artes e Design da Univille. Equipes do MASJ e Univille.

Dia 29 de maio – degustação e palestra com a professora Mariana Corção (UFPR).
Atividade aberta ao público, a partir das 19h.
Local: Centro de Artes e Design da Univille. 

ACESSE: COMIDA RÁPIDA

1o. Past Food    -   Sabores Sambaquianos
O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville/MASJ e o Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia/UNIVILLE convidam:

Data: 29 de maio
Horário: 9h às 11h e das 19h às 20h
Degustação no Centro de Artes e Design/UNIVILLE
Palestra com a professora doutora Mariana Corção (UFPR) às 20h (Auditório do Centro de Artes e Design – UNIVILLE)


terça-feira, 19 de maio de 2015


Sustentabilidade é coisa do passado!

Museu de Sambaqui e UNIVILLE discutem 
recursos naturais e hábitos alimentares no 1º. Past Food
com programação científica, atividades experimentais e degustação

Você gosta de comer  bagre, robalo, baiacu, corvina? Ostras, berbigões e mariscos? E gosta de cará, batata-doce, taioba, milho e pinhão? As preferências de paladar costumam ser individuais e seletivas. No entanto, elas também estão relacionadas com os hábitos e heranças culturais. No caso dos alimentos citados, estas preferências são antigas. Especificamente, de milhares de anos atrás. É o que nos revelam os dados obtidos em pesquisas sobre alguns sambaquis da nossa região. Os insumos alimentares, a exploração dos recursos, o possível modo de coleta e de preparo e a criação de algumas receitas, pensando na tecnologia do passado, movimentam a programação científica do Past Food – Sabores Sambaquianos, que o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville promove neste mês, em parceria com o curso Superior de Tecnologia em Gastronomia da UNIVILLE.

O Past Food tem uma programação científica que ao encontro do tema proposto pelo ICOM para a 13ª Semana de Museus, que é “Museus para uma Sociedade Sustentável”. Com o projeto Past Food: Sabores Sambaquianos, o MASJ provoca o público mais uma vez a pensar o Museu como um laboratório de práticas sustentáveis, aberto a apropriações variadas. A programação começou no dia 13 de maio e se encerra no dia 29, com uma degustação e palestra aberta ao público.

O evento é uma proposta do MASJ com o objetivo de criar possibilidades diversas de divulgação dos dados científicos, que podem ser obtidos através de uma escavação arqueológica. Em específico sobre as analises que identificam a dieta de grupos passados, como os pescadores-caçadores-coletores que construíram os sambaquis. Nesta primeira edição, o foco é a dieta alimentar dos sambaquianos. Especificamente, os alimentos identificados na fauna e na dieta destes grupos, a partir de pesquisas realizadas nos sambaquis  Cubatão I, o Espinheiros II, o Morro do Ouro, o Enseada e o Itacoara.

O curso de Gastronomia e a pós-graduação de Arqueologia da UNIVILLE são parceiros do evento e estão desenvolvendo a proposta com os alunos da primeira fase das disciplinas Metodologia Científica e História da Alimentação e Habilidades de Cozinha. A programação envolve um seminário científico, com discussão de oito artigos de arqueologia sobre dados alimentares e herança cultural, a prática experimental para criação de receitas, tendo como referência as possibilidades tecnológicas do passado, uma degustação pública e uma palestra sobre memória gustativa.

O seminário e as práticas experimentais serão desenvolvidos entre as equipes da UNIVILLE e o MASJ. Já a degustação de receitas criadas pelos alunos e a palestra com a professora Mariana Corção (UFPR) serão abertas ao público e ocorrem no dia 29 de maio, às 19h, no Centro de Artes e Design da UNIVILLE.  Toda a equipe técnica do MASJ se envolveu na pesquisa e produção do evento, que inclui ainda a criação de peças gráficas que estarão em exposição no dia 29, durante a degustação e a palestra. Equipes da Fundação Cultural de Joinville e da Secretaria de Comunicação também estão participando da programação e criação das peças.


sexta-feira, 6 de março de 2015


Registros da semana



As atividades foram intensas nesta semana no Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville. Na segunda-feira, o destaque foi a primeira edição do evento Uma Noite no Museu, com a participação do arqueólogo e professor da Universidade Federal de Minas Gerias, André Prous.  Alunos de mestrado em Patrimônio, da especialização em Arqueologia e do curso de História da Univille prestigiaram o evento, que abriu a programação científica do MASJ em 2015. Além da palestra, Andre Prous participou de discussões internas com a equipe técnica do museu durante dois dias de colaboração científica. A vinda dele foi uma iniciativa do MASJ, que teve apoio da Associação de Amigos do MASJ e da Fundação Cultural de Joinville. Também registramos a turma de 14 alunos do SESI que contou com o atendimento especial das monitoras do MASJ. Fica o registro de uma semana com trabalhos de inclusão social,muitos  diálogos e intercâmbio cultural e científico.





segunda-feira, 2 de março de 2015



Arqueólogo André Prous abre programação científica do MASJ

O arqueólogo André Pierre Prous é o professor convidado do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) e da Associação de Amigos do Museu (AAMS) para abrir a programação cultural Uma Noite no Museu. Este evento é uma mediação cultural que o MASJ vem promovendo, desde 2014, para fazer intercâmbio com alunos e pesquisadores do campo do patrimônio arqueológico regional.
Nesta segunda, dia 2 de março, às 19h, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais e autor de livros, como Arqueologia Brasileira, O Brasil Antes dos Brasileiros e Brasil Rupestre, entre tantas publicações fará uma conversa com alunos do curso de História e Mestrado em Patrimônio da cidade. O tema proposto é Sambaqui, Arte e Trabalho na Pedra e a palestra será realizada no MASJ.
Além desta ação, o arqueólogo fará uma colaboração científica com a equipe técnica do MASJ em atividades internas programadas para os dias 2 e 3 de março. André Prous é um especialista em arqueologia pré-histórica, com foco na produção de artefatos líticos (zoólitos e ferramentas). A vinda dele é uma ação da AAMS, do Museu de Sambaqui, com apoio da Fundação Cultural de Joinville e da UNIVILLE.


Apoiadores: AAMS, FCJ, UNIVILLE e Hotel Slaviero.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Zoólitos do MASJ em exposição do MAM



As belas esculturas  produzidas pelos grupos construtores de sambaquis  encantaram e provocaram  a crítica e curadora de arte de São Paulo, Aracy Amaral.  Isto ocorreu há mais de 15 anos, quando Aracy conheceu parte da coleção de zoólitos do Museu Arqueológico Sambaqui de Joinville. O impacto destas obras de arte produzidas há milhares de anos marcou a curadora, que ficou com um projeto em mente.  Nesta semana, ela  retornou ao MASJ para uma visita técnica especial: fazer uma seleção de zoólitos para a curadoria do seu projeto de exposição que tem como foco esta arte pré-histórica encontrada nos sambaquis. “Fiquei muito impressionada e pensei na importância de pessoas de outras regiões terem acesso a esta arte. Os artistas precisam conhecer estas obras ancestrais“. Aracy e o curador adjunto Paulo Myada estão em uma jornada pelos museus de arqueologia do Brasil. O MASJ tem uma das maiores coleções do Brasil de zoólitos encontrados em sambaquis.   A exposição, programada para outubro, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) tem a consultoria do arqueólogo André Prous.  Além da arte dos pescadores-caçadores-coletores, seis artistas integrarão a exposição produzindo releituras, a partir dos zoólitos.  Em breve, publicaremos mais informações sobre a exposição.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Nós e o Museu





A Associação de Moradores do Guanabara  inscreveu o Projeto Nós e o Museu no Prêmio Catarinense de Museus, uma das categorias do Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. O projeto é uma parceria entre a Associação do Guanabara e a equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville. A proposta prevê a promoção de exposições itinerantes nos bairros Comasa, Guanabara, Espinheiros e Aventureiro, quatro tours arqueológicos para os moradores destes bairros conhecerem os sambaquis de cada região, a promoção de um colóquio patrimonial, quatro oficinas de argila, melhoria na climatização e no sistema de som da Associação, além da disponibilização de 12 traslados para alunos das escolas públicas  do  6º. ano participarem do projeto de Arqueologia Experimental no MASJ.  O projeto Nós e o Museu começou a ser desenvolvido em novembro de 2014, quando a equipe do MASJ apresentou a proposta para a diretoria da Associação. Algumas atividades do projeto devem ser realizadas na sede da associação do bairro, que concentra em sua região três sambaquis: o Morro do Ouro, o Guanabara I e o Guanabara II.  O cronograma de execução do projeto prevê seis meses de atividades.  Na imagem, a educadora do MASJ e coordenadora do projeto, Flavia Cristina Antunes de Souza, o presidente da Associação do Guanabara, Sinval Teixeira, e o diretor de Reivindicações Comunitárias, Osvaldo Bittelbrum Filho durante reunião para finalizar a proposta.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Afinal, o projeto segue!





Nesta semana, a equipe técnica do MASJ reiniciou os trabalhos para a revitalização da exposição itinerante Afinal, o que é Arqueologia. Durante nove anos, esta exposição circulou por Joinville e cidades vizinhas atingindo um público de mais de 20 mil pessoas. Em 2011, o museu encaminhou ao edital do IBRAM um projeto para recuperar, modernizar e adequar a exposição. O projeto coordenado pelo educador Gerson Machado foi aprovado e, desde 2014, o museu tem trabalhado para desenvolver as propostas de modernização. A nova concepção visual está sendo elaborada pela equipe da SECOM, sob a coordenação do gerente de Marketing, Pierre Themotheo, que esteve no MASJ para discutir os conceitos básicos da exposição. A consultora Amanda Tojal também integra a equipe e, em breve, estará em Joinville para discutir a acessibilidade de todo o material. Módulos novos, história em quadrinhos, jogos, equipamentos multimídia são algumas das novidades da exposição. O blog do MASJ vai registrar todas as etapas!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Monitoramento 2015









A equipe técnica do MASJ deu início às vistorias de campo de 2015. Nesta semana, com o apoio da Marina das Garças, estivemos no sambaqui Cubatão I, localizado na Foz do Rio Cubatão. Infelizmente, a erosão deste sambaqui continua em ritmo acelerado e o desmoronando do perfil nordeste do sítio é cada vez mais visível. Há mais de dez anos o Museu de Sambaqui vem monitorando o Cubatão I. Alternativas, como a implantação de gabiões para amenizar o impacto das marolas que se formam durante a passagem dos barcos podem ter resultados positivos e o museu tem pleiteado recursos para esta estratégia.  Além da erosão, os vestígios de fogueira e lixo contemporâneos no entorno e na base do sambaqui também prejudicam a preservação deste patrimônio. Muitas pessoas invadem os limites do sambaqui para fazer fogueira durante a pesca, chegando até a escavar buracos na base do sítio. A equipe do MASJ reforça que estes danos são crimes previstos por lei. Além disso, os vestígios atuais podem comprometer as pesquisas futuras, como a coleta de dados para a datação e para identificação da dieta e das rotinas dos grupos pescadores-caçadores-coletores.  O MASJ tem projeto aprovado pelo Ministério da Cultura para captar recursos e dar continuidade à escavação e pesquisa arqueológico no Cubatão I.  Seja parceiro do MASJ e dos sambaquis. Aproveite estes espaços sem danificá-los !